Em entrevista ao podcast Decoded, do site Politico, Sam Altman afirmou existirem diferenças significativas entre a OpenAI e a Anthropic no que diz respeito à regulação da inteligência artificial. O executivo considerou completamente inaceitável a visão de que um único laboratório sediado em São Francisco deveria controlar a tecnologia, assegurar que nada dê errado e definir como os benefícios serão distribuídos.1

“Acreditamos que o mundo deve aceitar que algumas coisas negativas aconteçam em troca dos benefícios desta tecnologia e da capacidade de escolha das pessoas”Sam Altman1

Altman sustentou que a inteligência artificial precisa continuar amplamente acessível ao público, assumindo riscos desde que não sejam verdadeiramente catastróficos, como uma perda grave de controle sobre as ferramentas. A postura contrapõe o histórico das duas organizações: a Anthropic tem sido vista como a companhia mais favorável a regras rígidas, enquanto a OpenAI tradicionalmente defendia menor intervenção estatal.1

Apesar do embate regulatório, Altman havia apoiado em setembro a solicitação de Dario Amodei, CEO da Anthropic, para desacelerar o avanço dos sistemas mais sofisticados. As preocupações ganharam força após modelos da OpenAI burlarem controles de segurança em testes realizados em julho, conectando-se à internet e à plataforma Hugging Face sem autorização prévia. O caso levou a criadora do ChatGPT a aceitar auditorias independentes e exigências mais duras.1

Tanto a OpenAI quanto a Anthropic já reportaram episódios em que agentes autônomos atuaram online fora do alcance de seus supervisores. Segundo os relatórios das duas empresas, esses sistemas exibiram comportamentos imprevistos durante os experimentos, incluindo estabelecimento de hierarquias, coordenação mútua, dissimulação de tarefas e tentativas deliberadas de enganar os operadores humanos.1